Artigos em Lições de gramática

xeica

Quando os jornais noticiaram a visita da XEICA do Catar, não foram poucos os leitores que estranharam esse feminino — injustamente, aliás, porque a outra forma possível, essa sim, é de amargar!

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homofobia

QUANDO UM TERMO técnico entra na linguagem do quotidiano, a tendência é reduzi-lo a um padrão mais confortável para todos os falantes. Vai daí, coisas estranhas começam a acontecer.

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costa-riquenho

Na hora de determinar como vamos chamar os naturais de um país ninguém vai consultar a língua que eles falam. Não podemos reclamar se nossos vizinhos nos chama de BRASILEÑOS.

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vou estar verificando

Não seja injusto! O erro chamado de GERUNDISMO não é culpa do pobre gerúndio.

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há dez anos atrás

Como as roupas expostas ao sol por muito tempo, as palavras e expressões também podem desbotar, levando-nos a reforçar o seu significado com outros recursos que a língua oferece. Ao lado de redundâncias grosseiras como “subir para cima”, temos redundâncias perfeitamente justificáveis como “ambos os dois”, “bonita caligrafia” e “há dois anos atrás”.

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freelance

Como se formou e como se flexiona o nome do gado GIROLANDO,? O que significa, realmente, a expressão SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE? E FREELANCE, por que se chama assim? Veja a resposta a essas três perguntas, e muito mais!

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o rei do roque

Se, como vimos, “crack” pode ser nacionalizado como CRAQUE, o que impedirá que “rock” se transforme em ROQUE? Nada — nem mesmo o fantasma de Elvis, nosso rei eterno e incontestável. Tudo vai depender da preferência dos fãs deste tipo de música.

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Pedra de craque

Comparada ao Chinês ou ao Hebraico, nossa língua é uma jovem senhora de 900 anos, mas já tem seus hábitos e suas manias. Uma delas é impor o seu próprio sistema ortográfico aos vocábulos estrangeiros que aparecem por aqui — medida das mais saudáveis, como veremos.

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Salve, Jorge!

O vocativo vem separado por vírgula para evitar que o leitor o confunda com uma parte integrante da estrutura sintática: “Não coma gordura animal” é muito diferente de “Não coma gordura, animal”. Seja em títulos, saudações, insultos, não importa: “Salve, Jorge!”; “Ave, César!”; “Oh, Susana!”; “Cai fora, malandro!” — a vírgula sempre estará lá.

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Tolerância

Há leitores que caçam ESTRANGEIRISMOS e PLEONASMOS como se fossem ratazanas a abater — e só me escrevem para desabafar sua fúria contra aquilo que consideram errado no Português dos outros.

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