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BOLETIM n° 1 – ABRIL 2014

MENSAGEM AO LEITOR

Prezado leitor, este é o primeiro boletim da nova série.  Se você se interessa por questões de nosso idioma e quer receber, sem custo algum, nossas atualizações quinzenais, basta clicar AQUI e colocar a palavra QUERO na linha de assunto. Frisamos que o material veiculado nos boletins é inédito e não será publicado no site.

++ vai a votação

 A proposta VAI A VOTAÇÃO em fevereiro – Andreia, de Porto Alegre, está em dúvida quanto à existência ou não de crase neste caso. “Professor, vai um acento neste A ou a frase está correta assim mesmo?”

RESPOSTA – A frase está correta, Andreia. Não se trata de uma votação definida (que, portanto, traria consigo o artigo definido, como em “Ele se referiu à votação realizada em …). Aqui não está presente o artigo, o qual, como sabes, é um dos ingredientes indispensáveis para que ocorra a crase. “Vai a votação” é como  “Vai a leilão” – este A é uma preposição pura. Abraço. Prof. Moreno

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 ++  posso escrever “ónibus”?

Nadir M., alarmada com o novo Acordo Ortográfico, pergunta: “Já que o Acordo admite dupla grafia neste caso, posso escrever “ónibus”, mesmo morando aqui no Brasil?”.

RESPOSTA – Prezada Nadir: este desastrado Acordo, que foi assinado prometendo a “unificação” do Português escrito, admite uma série de duplas grafias para contentar os portugueses, de um lado, e os brasileiros, do outro. Isso aparece principalmente no timbre das vogais E e  O, que em centenas de palavras é aberto em Portugal e fechado no Brasil. Por isso, estão corretas variantes como Antônio/António, tênis/ténis, grêmio/grémio, ônibus/ónibus, etc. Como não há nenhuma limitação territorial (cada usuário é livre para escolher qual das duas formas mais lhe agrada), poderíamos, teoricamente, escrever “ónibus” aqui no Brasil, mas o bom senso (e o bom gosto) manda seguirmos a prática do país em que estamos. Abraço. Prof. Moreno

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 ++ obsessão e obcecado

Silvana, de Brasília, quer saber por que OBSESSÃO e OBCECADO têm grafias diferentes.

RESPOSTA – Porque, apesar de parecidos, um nada tem a ver com o outro, Silvana. Quem está obcecado sofre de uma obcecação (de caecum, “cego”, em Latim), isto é, ele se deixou cegar por algum problema, perdeu o tino, a lucidez. Por seu lado, o vocábulo obsessão está ligado a obsessivo – é uma idéia fixa, recorrente. Posso, por exemplo, ter várias obsessões na minha vida, sem me deixar obcecar por nenhuma delas. Aqui fica bem clara a importância essencial da ortografia: é nela que se manifesta, visivelmente, o DNA das palavras. Abraço. Prof. Moreno

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++ diminutivo da palavra “noz”

 Cássia A. escreve: “Sei que a palavra NOZ possui os diminutivos irregulares núcula e nucela. Gostaria de saber se ela possui também o diminutivo regular nozinha, que não vi no dicionário”.

RESPOSTA – Cássia, essa é uma regra morfológica geral: qualquer substantivo ou adjetivo pode formar, se quisermos, um diminutivo em -inho ou em -zinho. Se voz tem vozinha, luz tem luzinha, noz também pode ter nozinha (aliás, usamos muito, aqui em casa, no Natal). O que as gramáticas e os dicionários registram – no que fazem muito bem – são apenas os diminutivos  irregulares, deixando, por medida de economia, de registrar os regulares. Exatamente por isso LUZINHA e VOZINHA também não estão no dicionário. Abraço. Prof. Moreno

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No Site: JUDIAR

 O verbo JUDIAR, hoje empregado sem qualquer conotação preconceituosa, esconde um antigo e surpreendente significado, raramente registrado nos dicionários e, por isso mesmo, desconhecido da maioria dos que falam ou escrevem sobre o uso deste vocábulo. Leia mais…

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