Azul e rosa
Nas cores, como na moda, tudo são convenções — umas duráveis, outras efêmeras.
A origem de nossas palavras e expressões, a formação do nosso léxico, o alcance e a limitação dos dicionários.
Nas cores, como na moda, tudo são convenções — umas duráveis, outras efêmeras.
Conheça os desconcertantes vocábulos que exprimem significados contraditórios ou opostos, como SANÇÃO, RELEVAR ou APARENTE.
Existe um vocábulo alemão para designar o prazer maldoso que sentimos com a desgraça alheia
Apesar de parecer sólido e oracular, o dicionário vai desapontar quem não apertar os botões corretos. Mesmo sendo cavalo mansinho, ele também tem o lado certo de montar.
Por acaso um vocábulo tecnicamente “malformado” como CAMINHÃO não tem o direito de viver? É nos desvios da norma que a língua está realmente inovando.
As fake news estão em toda a parte; damos valor às narrativas que reforçam nossas “certezas” e olhamos com desconfiança qualquer versão que as contrarie. Não poderia ser diferente com as palavras.
Em etimologia, nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai: pode parecer, mas AZULEJO não vem de AZUL.
Posso usar palavras tiradas do baú? Pode, é claro — assim como pode andar com chapéu de três bicos e sapatão com fivela.
O que, afinal, o GUARDANAPO guarda? Para entender sua origem, precisamos relembrar os antigos hábitos à mesa.
Você fala em “neologismos”? Você sabe distinguir as palavras novas das antigas? Faça o teste; você vai se surpreender.