rápida e silenciosamente
Leia e veja por que -MENTE não pode ser classificado como um sufixo comum.
Os problemas gramaticais de sempre: flexão das palavras, crase, regência, concordância, pontuação e todo o resto.
Leia e veja por que -MENTE não pode ser classificado como um sufixo comum.
SANGUESSUGA, por sua estrutura, parece uma estranha no ninho — uma “exceção”, diriam os antigos. Para quem, entretanto, vê a língua como um sistema organizado e procura entender seus mecanismos, é impossível aceitar que um vocábulo composto tenha se formado assim a la louca, contrariando princípios tão elementares de nosso léxico.
Expurgar o dicionário do lado “ruim” das palavras, retirar do verbete as acepções depreciativas de CIGANO, como quer o procurador, implicaria apagar uma parte da nossa história, fechando a possibilidade de entendermos determinadas posturas que nossa sociedade assumiu ao longo do tempo, por mais condenáveis que elas possam parecer ao observador de hoje.
No dia em que registrar os valores depreciativos que certos vocábulos assumiram ao longo do tempo for considerado um crime, nossa língua — ou melhor, nossa civilização terá embarcado numa viagem sem volta para a noite escura da desmemória.
SONSO, assim como TEMPORÃO e HANDICAP, terminou virando uma palavra dupla-face, uma espécie de antônimo de si mesma — o que exige, para seu emprego, que se tomem cautelas muito especiais.
Este POPURRI de questões de linguagem vai da conveniência ou não de criar uma GRAFIA FONÉTICA ao conceito de PARÔNIMO, passando pelos OSSOS DO OFÍCIO e pelo plural de GRAVIDEZ.
Onde os italianos dizem raviolo, ravioli, os brasileiros mudaram para RAVIÓLI, RAVIÓLIS; onde os alemães dizem blitz, blitze, os brasileiros estão mudando para BLITZ, BLITZES.
CURSO DE PORTUGUÊS
AOS AMIGOS DO SUA LÍNGUA: dia 7 de NOVEMBRO, na Casa de Ideias, no Shopping Total, terá início meu Programa Completo para Concursos de Nível Superior.
A tão propalada unificação do mundo lusófono — uma das promessas mais fantasiosas do Novo Acordo — não ocorreu, não vai ocorrer nem PODE ocorrer. Os brasileiros e os portugueses compartilham o mesmo idioma, mas cada um à sua maneira e feitio.
“Em MEADO de setembro” ou “em MEADOS de setembro”? Ambas estão corretas, mas o PLURAL é a forma preferida desde o séc. XIX. Outra daquelas falsas polêmicas que seriam evitadas com um pouco mais de leitura…