caveat

Diga /cáveat/. Um caveat é uma advertência, um aviso, um conselho para que haja cautela. Embora venha do imperativo de cavere (em Latim, tomar cuidado, acautelar-se), verbo que ainda encontramos dentro do nosso precaver, entrou em nosso léxico como substantivo (“um caveat“, “ignorou o caveat”, etc.). Nos países da Common Law o termo designa também um ato processual específico, mas seu uso universal no mundo acadêmico é mesmo para recomendar cuidado (como aparece, aliás, em diversas seções deste sítio). Um famoso ladrilho encontrado nas ruínas de Pompéia nos mostra a figurinha de um cachorro acorrentado, encimada pela frase Cave Canem – nossa velha “cuidado com o cão” (se a memória não me trai, essa ilustração aparece no História do Mundo para Crianças, do Monteiro Lobato). Mais famosa, no entanto, na cultura ocidental, é a frase Cave ne cadas (“cuidado para não caíres”), sabiamente usada nos triunfos romanos: enquanto o general vitorioso, à frente de suas legiões, vestido de púrpura, num carro puxado por quatro cavalos brancos, avançava lentamente pelas ruas de Roma, sob o aplauso ininterrupto da população, tendo à frente do cortejo, em correntes de ouro e de prata, os reis e generais capturados, e os cativos que carregavam os tesouros que tinha conquistado para o Império, atrás dele, no mesmo carro, vinha um escravo repetindo — por que era fácil esquecer! — “Lembra-te de que és homem; cuidado para não caíres“. 

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