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A gente

Quanto mais violento for seu ataque aos erros alheios, maior a chance de você mesmo se esborrachar logo ali adiante.

“Se existe alguma chance de dar errado, vai dar” é uma versão coloquial da famosa Lei de Murphy, formulada em 1949 pelo engenheiro Edward Murphy (não, não existiu uma Lady Murphy, como alguns acreditam). Se Murphy mantivesse, como eu, uma coluna sobre questões da língua, poderia acrescentar outra regra a seu currículo, desta feita sobre os que escrevem para O Prazer das Palavras: “Quanto mais violento for o  ataque aos erros dos outros, maior a chance do próprio autor da denúncia se esborrachar logo ali adiante”.

Foi exatamente assim que os deuses castigaram Xavier de Tal, um intolerante leitor de Cascavel, no Paraná, que escreveu mais para comandar do que para perguntar: “Professor, leio e guardo religiosamente todas as suas colunas desde 2003. Sou seu fã, mas gostaria de saber até quando o senhor vai tolerar este “agente procura” e “agente decidiu” que o Jornal Nacional introduziu. Essa burrice cresceu como erva daninha e agora contaminou toda a TV.  Só espero que o senhor não vá ficar em cima do muro”.

Caro Xavier, sossega o teu pito, que isso não é novo, nem burrice. Construções como “a gente precisa conversar”, “a gente vai sair perdendo”, etc., são exemplos corretos do uso desse “pronome” indeterminador que nosso idioma desenvolveu a partir do séc. 19. O dicionário Houaiss registra, como um dos significados de gente, “a pessoa que fala em nome de si própria e de outro(s); nós, como em “a gente resolveu se mudar para o campo”.

É verdade que, na origem, a gente não se referia a nós, mas sim aos outros, às demais pessoas. Camões, um pouco depois do descobrimento do Brasil, ao descrever a fina indumentária com que Vasco da Gama se apresentou aos nativos, diz que era feita de tecido carmim, “cor que a gente tanto preza” (leia-se “eles”). Este emprego ainda aparece no próprio Eça de Queirós, em O Crime do Padre Amaro: a menina Amélia, ao saber que a tia e sua comitiva perambulavam pelo olival ainda enlameado pelas chuvas, exclama: “Vai-se a gente sujar toda” (leia-se “elas”).

No entanto, no séc. 19 a expressão passa a ser usada exclusivamente como substituta do nós. Vamos encontrar, sem dificuldade alguma, dezenas de exemplos nos nossos maiores escritores, dos quais Eça de Queirós e Machado de Assis são os mais brilhantes. Em Eça, por exemplo, vamos  ler “A gente aprende no seminário, minha senhora”, “A gente gosta do que é bom”, “A gente não pode confiar em ninguém”, entre dezenas de outros. Em Machado de Assis, “A gente não esquece nunca a terra em que nasceu”, “A gente ria das respostas dele”, “Sim, mas a gente não dança com ideias, dança com as pernas”.

A força com que a gente entrou no Português quotidiano parece revelar que temos necessidade de uma forma assim — um espécie de pronome impessoal, como o on do Francês, para substituir o nós, que é muito mais particularizado. É importante notar que, do ponto de vista flexional, a gente tem a vantagem de usar a 3ª pessoa do singular, a mais simples e menos marcada de todas: “a gente foi ao cinema, “a gente precisa de apoio“, etc.

Dois perigos, contudo, rondam aqui o falante incauto. O primeiro é esquecer que a gente equivale a nós do ponto de vista semântico, mas não do ponto de vista gramatical. Dito de outra forma: enquanto nós exige o verbo na primeira do plural, a gente exige o verbo na terceira: nós vamos, mas a gente vai — e jamais a gente *vamos. Na língua escrita culta, isso é erro bravio, de mato cerrado. Há mais de trinta anos a banda Ultraje a Rigor ridicularizou esse erro — aliás, numa bela batida funque — no seu antigo sucesso  A gente somos inútil!

O segundo, que te interessa mais de perto, é a tendência equivocada de deixar o artigo colado ao substantivo, como se fosse uma palavra só, isto é, escrever *agente junto, assim como o agente secreto, o agente policial — o mesmo *agente que aparece duas vezes na tua mensagem, erro teu, erro escrito que não podes atribuir à maneira como falam na TV.

 

 

 

 

 

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Conceitos lingüísticos Destaque Etimologia e curiosidades

dizimar


Acompanhe esta discussão sobre o sentido do verbo DIZIMAR, de onde se extraem dois valiosos ensinamentos: (1) as palavras, assim como as moedas, mudam de valor com o passar do tempo; (2) aquilo que parece novidade pode ser bem mais antigo do que você pensa.

Nem sempre posso aproveitar, nesta coluna, as consultas que me fazem e as respostas que forneço. Mesmo usando nomes fictícios, há casos em que a peculiaridade da pergunta acabaria identificando o leitor que me escreveu, causando-lhe constrangimento ou embaraço. Há muito tempo recebi a carta de um “Quase Caduco” (era o seu pseudônimo, mas de caduco é que não tinha nada), indignado com um colega de clube que o acusou, em público, de ter empregado o verbo dizimar com o sentido errado. Muitos de nós não levariam tão a sério uma simples questão de linguagem, mas para ele, como deixou bem claro, tinha sido uma ofensa mortal; fosse no tempo do rei, não tenho dúvida de que haveria duelo.

Mantive este material, juntamente com a minha resposta, guardado na gaveta por alguns anos — registre-se, aliás, que por exclusiva prudência de minha parte, pois, se dependesse dele, teria sido publicado com todos os efes-e-erres, inclusive com os nomes verdadeiros. Soube que ele faleceu no Natal passado, e resolvi, então, tornar público tanto o seu protesto quanto a satisfação que sentiu quando ficou sabendo que tinha usado o verbo corretamente. Se ele está nos vendo, tenho certeza de que seu triunfo ficaria ainda mais completo se o seu antigo desafeto gramatical lesse esta coluna e, lendo-a, nela viesse a se reconhecer…

Afora algumas grafias obsoletas, sua carta — em papel de correio aéreo, com selo e envelope — era um excelente atestado da boa formação que recebeu, apesar de ter deixado a escola antes de concluir o ginásio. “Nunca me formei em nada; não tive tempo nem dinheiro para isso, mas sempre me interessei por nossa bela língua portuguesa. Leio religiosamente O Prazer das Palavras, assim como lia a coluna diária do saudoso Prof. Luft. Tenho três gramáticas e dois bons dicionários, e procuro não errar quando escrevo. Digo para minhas netas que elas deviam dar à linguagem que usam a mesma atenção que dedicam ao cabelo e à maquiagem, mas as duas riem muito e dizem que eu devo estar brincando. Sei que às vezes eu me engano, mas procuro corrigir assim que me apontam o erro; o senhor mesmo, na ZH de sábado, já me curou de várias manias que eu tinha. Não me importo de aprender; quando me ensinam alguma coisa, dou a mão à palmatória. Só não gosto quando me corrigem em público, principalmente quando um cretino que sabe menos do que eu tem a petulância de querer me dar quinau. Aí, na hora, me ponho tão brabo que fico bobo, perco a fala e esqueço os argumentos”.

Seguia-se o relato da desfeita: ao palestrar na reunião semanal de uma conhecida agremiação, ele tinha classificado o crack como o novo flagelo do século, responsável por dizimar os jovens de baixa renda. Pois, terminada a fala, Fulano de Tal, advogado, mas reconhecidamente uma “grande besta”, tinha pedido a palavra para apresentar um pequeno reparo ao que acabava de ser dito: a etimologia da palavra dizimar (irmã de dízimo) deixava bem claro que o seu sentido estava ligado, desde a origem latina, à ideia de dez, e que o verbo, portanto, tinha dois significados aceitáveis: cobrar a décima parte de bens ou de valores, como fazia o fisco, outrora, e como ainda hoje fazem algumas igrejas — ou, referindo-se a um velho castigo das legiões romanas, executar um prisioneiro ou amotinado em cada dez. E o rematado pedante tinha acrescentado, olhando diretamente para meu correspondente: “Agora apareceu a novidade de usar este verbo com o sentido de exterminar, eliminar um grande número de pessoas. Não pode; não é o sentido verdadeiro da palavra”.

E fora tudo; meu bom velhinho tinha ficado mudo, paralisado pelo tom agressivo do comentário e por ter vindo de quem veio. “O senhor não sabe como é duro tomar lição de pastrana, professor! Fiquei tão abalado que não consegui dizer nem bolacha; com medo de passar mal e fazer um fiasco, pedi licença à mesa e fui embora. Sei que usei o verbo corretamente, mas fiquei um pouco assustado, confesso, com aquele argumento da origem latina — porque Latim eu não conheço, mas respeito. É por isso que venho recorrer ao senhor: não quero voltar ao clube sem estar bem calçado na etimologia; fatalmente vou cruzar com Fulano outra vez e quero pôr tudo isso em pratos bem limpos”.

Coitado! Senti pena do “Quase Caduco”, que tinha encontrado em seu caminho uma das criaturas mais desagradáveis da era da internet — o arrogante proativo, que se põe a corrigir o mundo com aquela onipotência que só o estudo escasso consegue proporcionar. Por causa de sua idade avançada, pensei em recomendar que comprasse uma bengala para usá-la no lombo do indivíduo — o famoso argumentum baculinum dos antigos, tão eficaz nestes casos —, mas compreendi que ele queria ajuda para provar  a todos, dignamente, que não tinha ofendido a língua portuguesa.

* * * * *

Repara: quando você aprende uma palavra nova, ela aparece em todos os lugares.

Millôr Fernandes

Dedicamos a coluna anterior a um leitor que ficou indignado ao ser injustamente acusado de maltratar a nossa inculta e bela língua portuguesa. Recapitulo: em palestra proferida durante uma reunião-almoço da agremiação a que pertence, ao dizer que o crack, o novo flagelo do século, ameaçava dizimar os jovens de baixa renda, foi “corrigido” por um dos presentes, que resolveu vestir, por conta própria, o uniforme de defensor do idioma. Com uma espantosa falta de tato e de educação, este inconveniente cidadão pediu a palavra para lamentar o “uso exagerado do verbo dizimar, que parece estar na moda, bem como a deturpação que o seu sentido original vem sofrendo atualmente”. Então, num tom de quem fala à planície, explicou aos presentes que este verbo, que traz em sua raiz a ideia de dez (decem, em Latim), ou significa separar a décima parte do ganho ou da colheita (o dízimo), ou matar um em cada grupo de dez — castigo que as legiões romanas só aplicavam em casos extremos.

Diante dessa inesperada — e injusta, como veremos — censura pública, meu leitor ficou tão chocado que não atinou com uma resposta à altura. Em casa, depois de destilar o amargo fel da humilhação, ficou mais tranquilo ao ver que os dicionários registravam também o significado que ele tinha dado a decimar; contudo, habituado às voltas e reviravoltas da linguagem, achou mais seguro conferir para que lado o vento anda soprando ultimamente — e por isso me escreveu. Pelo que pude perceber nas entrelinhas, estava se preparando para confrontar o enxerido e queria, com muita razão, reunir toda a munição disponível. Agradeceu muito a resposta que lhe enviei, mas até hoje não sei se houve o confronto final e qual foi o seu desfecho.

Expliquei-lhe que seu desafeto estava certo num ponto, mas errado em vários outros. Estava correta a origem latina que apresentou: decimare realmente designava essa forma terrível de controlar amotinados ou punir desertores. Quando os infratores eram em número grande demais para o castigo individual, o comandante ordenava que um em cada dez, escolhido por sorteio, fosse supliciado diante dos demais, para servir de exemplo. Para atenuar esta pena tão rigorosa, alguns comandantes executavam um em cada vinte (vicesimatio) ou um em cada cem (centesimatio). No período colonial das Américas, houve casos em que as autoridades (tanto do lado português quanto do espanhol) chegaram a mandar quintar guarnições militares rebeladas.

Aqui terminam os acertos e começam os erros. O primeiro, conhecido como falácia etimológica, consiste em defender a idéia de que o valor real de uma palavra é aquele que ela tinha em sua origem, o que nos levaria a buscar esse “sentido verdadeiro” em épocas distantes ou em línguas remotas. Nessa visão equivocada, qualquer mudança ou acréscimo no significado de um vocábulo é visto como uma traição ao sentido “original” e classificado como um sintoma de degeneração da linguagem. Ora, já faz muitos séculos que dizimar passou a designar grande destruição ou mortandade, perdendo praticamente qualquer relação com o número dez.

O segundo, chamado por Arnold Zwicky de ilusão de novidade (Recency Illusion), consiste em classificar como recente um fenômeno lingüístico que vem ocorrendo há muito tempo e que eu simplesmente ainda não tinha percebido. Na maior parte das vezes, uma pesquisa nos autores do passado desfaria instantaneamente esta falsa sensação de novidade; dizimar, por exemplo, desde o séc. 19 tem como sentido preponderante exatamente aquele que nosso intrometido condenou: Euclides da Cunha (“Rompia o espingardeamento à queima-roupa sobre os fanáticos, dizimando-os, espalhando-os, em grandes correrias pelos cerros”); Bilac (“Os anos matam e dizimam tanto/como as inundações e como as pestes”); Rui Barbosa (“Mais cruel do que peste, a guerra dizima a nobre raça”); Taunay   (“cercados pelo incêndio, dizimados pela cólera”); Eça de Queirós (“Já as insolações, as disenterias, a nostalgia, dizimam os regimentos”). Há quem não aprove, contudo, essa mania que tenho de citar exemplos concretos, principalmente quando eles contradizem suas atraentes teorias…

O terceiro, decorrente do segundo, é o que Zwicky chama de ilusão de frequência: depois que nossa atenção é atraída para um determinado fato lingüístico, é natural que passemos a enxergar todas as suas ocorrências — o que nos leva à falsa impressão de que houve um incremento na freqüência de seu emprego. Não foi o uso que aumentou, foi você que abriu os olhos — como Millôr magistralmente descreveu na frase que serve de epígrafe a esta coluna.

Depois do Acordo:

  • idéia > ideia
  • lingüístico > linguístico
  • freqüência > frequência
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Etimologia e curiosidades Origem das expressões

déjà vu

Prezado Prof. Moreno: certa vez, enquanto assistia o filme Matrix, vi usarem uma expressão e gostaria de saber o signicado. Não sei como se escreve, mas com certeza dá pra entender o sentido: “dejavu“. Ocorre quando um grupo está subindo uma escadaria, no mundo virtual, e o mocinho do filme, Neo, percebe que um gato preto passa duas vezes em uma porta. Fico muito agradecido por sua ajuda!”

Fabiano D.

Prezado Fabiano: quando li a tua pergunta, tive a nítida impressão de já ter falado sobre isso em algum artigo da minha página. No entanto, pesquisando no índice geral, percebi que eu estava enganado. Isso teria sido uma experiência de déjà vu? Não no sentido clássico do termo; diríamos apenas que foi um equívoco da minha memória. A expressão déjà vu vem do Francês e pode ser traduzida literalmente como “já visto”; ela começou a ser usada tecnicamente no início do século XX para designar a estranha sensação de já ter visto ou vivido algo que, paradoxalmente, está acontecendo pela primeira vez.

Nós todos sabemos que nossa memória às vezes pode falhar; nem sempre conseguimos distinguir o que é novo do que já era conhecido por nós. Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? — essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Eu posso até me sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que minha memória já não tem a limpidez de outros tempos, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Não há nada de estranho em não lembrar de um livro que eu já li ou de um filme a que eu assisti; estranho (e aqui entramos no déjà vu) é sentir que a cena que me parece familiar não deveria sê-lo. Tenho a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido.

No entanto, sabemos que o uso pode mudar o significado das palavras, seja para ampliá-lo, seja para restringi-lo. Embora eu possa lamentar algumas dessas mudanças (nos casos em que eu gostava mais do significado primitivo, originário), sou obrigado a ver, nesse processo de mutação semântica, um fator extremamente benéfico e enriquecedor do idioma. Colocando em termos bem concretos: os dicionários engrossam não apenas pelos novos vocábulos que entram no léxico, mas também (e principalmente) pelos novos significados que são acrescidos aos verbetes já existentes. Quando a expressão déjà vu saiu das publicações especializadas em Neurologia e Psicologia para entrar na imprensa comum, o público, atraído por sua tradução literal (“já visto”), passou a usá-la para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar. Pode parecer ironia, mas a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade. É nesse sentido que escreveu um conhecido comentarista político: “Assistir à instalação na nova CPI trouxe-me uma triste sensação de déjà vu” —, um lamento que equivale à forma popular “eu já vi esse filme”.

Parece que o deslizamento semântico da expressão ainda não estabilizou: já há quem use a expressão para designar simplesmente uma situação que está acontecendo pela segunda vez: “Eu não fiquei embaraçado com a cena, porque para mim ela já era um déjà vu“. No filme Matrix, Keanu Reeves vê, com um intervalo mínimo, um gato passar duas vezes por uma porta, e descreve o fato como um déjà vu — aqui num emprego ainda mais distante do primitivo, pois designa o fato de que ele realmente viu uma coisa acontecer duas vezes. Com essa atual indefinição de significados, recomendo cercar de todas as cautelas possíveis o uso desta expressão, pois nada me assegura que meus leitores vão entendê-la da mesma forma que eu.

Os especialistas em bobagens reagem contra a limitação do vu, que restringiria (eles não conseguem generalizar, meu Deus!) ao mundo do que pode ser “visto”, e já soltaram por aí formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: déjà vécu (“já vivido”), déjà lu (“já lido”), déjà entendu (“já ouvido”), déjà visité (“já visitado”) — o que me faz esperar, ansiosamente, por um déjà mangé (“já comido”) ou um déjà bu (“já bebido”), que ninguém é de ferro.

P.S.: escreve-se mesmo com esses dois acentos estrábicos, um para cada lado (este é um bom exemplo para aqueles que ainda acham que a acentuação do Português é confusa…). Pronuncia-se /dê-já-vu/; a sílaba final não é nem /vu/ nem /vi/, mas sim o famoso “U” francês, o “U” com biquinho.