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Lições de gramática Verbos - conjugação

irregular defectivo

Caro professor, tenho dúvida sobre os verbos defectivos, pois um amigo meu, estudante igual a mim, disse que o verbo polir é irregular e eu disse que achava que era defectivo, por não possuir a 1ª pessoa do singular. Apostei com meu amigo que era um absurdo. Continuo achando que o verbo polir é defectivo. O senhor poderia me ajudar?” 

Vilma S. L. — São Paulo

Minha cara Vilma, não é bem assim. Para começar, os verbos dividem-se, quanto à sua conjugação, em regulares (a maioria) — os que não mudam o radical em toda sua conjugação — e irregulares (os que sofrem alterações no radical). Há outra divisão, que nada tem a ver com essa, em verbos completos e verbos defectivos. Estes seriam aqueles que não podem ser conjugados em todas as formas, por motivos (absolutamente discutíveis) de eufonia. Portanto, admitindo-se que haja verbos defectivos (repito: não se conjugam em todas suas formas; têm lacunas no quadro da conjugação), eles ainda podem ser regulares ou irregulares na parte que lhes resta. Posso exemplificar com os verbos precaver e reaver. O primeiro é defectivo e regular (não possui todas as formas, mas, nas que existem, conjuga-se como o modelo da 2ª conjugação); o segundo é defectivo e irregular (nas formas que existem, segue o verbo haver, completamete irregular). Percebes que uma coisa não exclui a outra. Agora, quanto a teu verbo polir, (1) ele é um verbo completo (não é defectivo), (2) mas irregular; conjuga-se, no presente, pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem. Consegui ser claro? Teu amigo estava com a razão. Abraço. Prof. Moreno.

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Através dos dicionários Etimologia e curiosidades

elencar

Luiz Artur e Denise, de Belo Horizonte, usavam alegremente o verbo elencar, mas ficaram em dúvida sobre sua existência ao ver que alguns manuais de estilo jornalístico condenam este verbo, enquanto outros o consideram inexistente. “Contudo, o Google fornece dezenas de milhares de ocorrências para este verbo, o qual, além disso, está registrado no VOLP da Academia Brasileira de Letras. Afinal, é errado usá-lo, ou é apenas uma questão de estilo?”.

Meus prezados: como vocês parecem já ter intuído muito bem, o verbo nasceu e já está bem “criadinho”. Esse não morre mais (já vem no Houaiss, com verbete e tudo). Não interessa o que manuais de redação ou professores onipotentes digam: ninguém (repito, sem querer ser dramático: ninguém!) mata uma palavra que já nasceu. Outra coisa é considerá-la adequada, ou elegante, etc.— entramos aí na infinita variedade de estilos pessoais. Eu não uso porque acho feia; outros usam porque acham bonita. Cada um tem a sua lista de palavras que julga desajeitadas, que certamente incluirá palavras que outros julgam maravilhosas. Abraço. Prof. Moreno