Ovação
As fake news estão em toda a parte; damos valor às narrativas que reforçam nossas “certezas” e olhamos com desconfiança qualquer versão que as contrarie. Não poderia ser diferente com as palavras.
As fake news estão em toda a parte; damos valor às narrativas que reforçam nossas “certezas” e olhamos com desconfiança qualquer versão que as contrarie. Não poderia ser diferente com as palavras.
Em etimologia, nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai: pode parecer, mas AZULEJO não vem de AZUL.
Posso usar palavras tiradas do baú? Pode, é claro — assim como pode andar com chapéu de três bicos e sapatão com fivela.
Muita gente prefere RÚBRICA à forma RUBRICA, mais aconselhável. Há uma razão para isso.
Há muitas formas de lutar pelos direitos da mulher — mas mudar a flexão das palavras decididamente não é uma delas.
Usar o masculino singular para abranger ambos os gêneros é um princípio estrutural de nosso idioma, e se engana quem vê nisso qualquer opção ideológica. Há casos, porém, em que o preconceito ou a ignorância terminam atrapalhando.
A imprensa, embora divirja aqui e ali quanto ao emprego do hífen em LAVA-A-JATO, vem adotando unanimemente a forma SEM a preposição. Ninguém reclama, mas deveria.
Dentre os recursos que a língua nos oferece, alguns agradam, outros não.
O que, afinal, o GUARDANAPO guarda? Para entender sua origem, precisamos relembrar os antigos hábitos à mesa.
Você fala em “neologismos”? Você sabe distinguir as palavras novas das antigas? Faça o teste; você vai se surpreender.