Desemalando dinheiro
Você fala em “neologismos”? Você sabe distinguir as palavras novas das antigas? Faça o teste; você vai se surpreender.
Os problemas gramaticais de sempre: flexão das palavras, crase, regência, concordância, pontuação e todo o resto.
Você fala em “neologismos”? Você sabe distinguir as palavras novas das antigas? Faça o teste; você vai se surpreender.
A riqueza de uma língua pode ser medida pelo número de palavras que ela nos oferece; no entanto, todo dia me aparece alguém lamentando a criação de um vocábulo novo
É inevitável uma certa dose de angústia na hora de usar o acento de crase; um pouco de calma e reflexão, porèm, há de nos pôr no bom caminho.
Não precisamos consultar o dicionário para entender uma palavra como PROPINOCRACIA, pois nosso léxico é como um imenso Lego: as peças estão na caixa, à disposição do falante, que pode usá-las para produzir centenas de milhares de combinações que, é quase certo, não haverão de estar dicionarizadas.
A concordância verbal nunca deixará de ser um bicho-papão nas questões de concursos públicos e de vestibulares. O segredo, você sabe, é nunca perder de vista o SUJEITO da oração.
Como é possível que se defendam construções tão malsoantes como “Antes DE o sol nascer”, “Depois DE ele chegar”? Esta é uma regra artificial, inventada por defensores da análise lógica no início do séc. XX.
Injustamente condenada por velhos gramáticos, a palavra JANTA é filha legítima do verbo JANTAR, da mesma forma que VISITA e DESOVA nasceram de VISITAR e DESOVAR.
O gênero de um substantivo COMUM DE DOIS é definido pelo artigo que o acompanha: O INTÉRPRETE e A INTÉRPRETE, O ARTISTA e A ARTISTA; já um substantivo SOBRECOMUM apresenta uma forma única, aplicável a ambos os sexos: A TESTEMUNHA (homem ou mulher). A qual desses dois grupos pertence o vocábulo PARADIGMA? E MODELO?
As regras de formação do IMPERATIVO são tão artificiais que raríssimos são os brasileiros que conseguem navegar por essas águas turvas sem naufragar. Como veremos, nem Chico escapou dessa armadilha.
Quando os jornais noticiaram a visita da XEICA do Catar, não foram poucos os leitores que estranharam esse feminino — injustamente, aliás, porque a outra forma possível, essa sim, é de amargar!