pergunta retórica
A pergunta retórica é um lobo com pele de cordeiro: ela finge que interroga para melhor afirmar.
A pergunta retórica é um lobo com pele de cordeiro: ela finge que interroga para melhor afirmar.
Hipócrates e Galeno, os dois grandes médicos da Antiguidade Clássica, ficariam abismados se pudessem conhecer os avanços científicos e tecnológicos da Medicina moderna; no entanto, muitas das palavras que eles usavam dois mil anos atrás fazem parte do vocabulário de todos os médicos do séc. XXI.
No torneio final, jogam os seis MELHORES colocados ou os seis MELHOR colocados? E MAIS BEM colocados, pode usar? O Doutor adverte: esta é uma encruzilhada perigosa.
Se de PAULO sai PAULINHO e de PEDRO sai PEDRINHO, por que de CÂNDIDO não sai CANDIDINHO? O Doutor explica: é a ação da haploglogia.
O Doutor explica por que temos adjetivos eruditos para BOI, CABRA e CARNEIRO, mas não para LHAMA, ALPACA e PINGUIM.
Vários leitores perguntam a mesma coisa: um time perde DE outro ou perde PARA outro? A Argentina vai perder DO Brasil ou PARA o Brasil?
Uma leitora argentina quer saber por que BRASILEIRO parece ser o único adjetivo gentílico que nosso idioma formou com esse sufixo.
O Doutor adverte: o grande problema na flexão dos compostos é a interpretação dos seus elementos formadores.
Um livro muito conhecido traz o título de “Quem ama, educa”. Podemos considerar correta essa vírgula, embora ela esteja separando o sujeito oracional do resto da frase? O Doutor mostra que sim.
Um leitor de Minas Gerais quer saber como pode se referir a um carro que pertence a seus dois interlocutores: “O carro DE VOCÊS está com o pneu furado”, “VOSSO carro está com o pneu furado” — ou não é nada disso?