“Águia DE Haia” ou “Águia DA Haia”?
Para os holandeses, é DEN HAAG. Para os ingleses, é THE HAGUE. E para nós, como fica? Rui Barbosa, afinal, destacou-se EM HAIA ou NA HAIA?
Para os holandeses, é DEN HAAG. Para os ingleses, é THE HAGUE. E para nós, como fica? Rui Barbosa, afinal, destacou-se EM HAIA ou NA HAIA?
Veja como o vocábulo VERNISSAGEM, neto da palavra VERNIZ, entrou aqui como turista, mudou de gênero e acabou adquirindo a cidadania brasileira.
Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai. Não se usa vírgula entre o sujeito e o verbo? Às vezes se usa, sim.
No meio de tantos adesivos confessionais —”Eu vejo filme sem legendas”, “Eu acredito em duendes”, “Eu respeito motocicleta”, etc. —, está fazendo falta um que declare, com orgulho: “EU USO PONTO-E-VÍRGULA”.
Um cidadão alemão que está aprendendo nossa língua saiu-se com um BONITÍSSIMO. Esta forma existe? É correto usar uma palavra que não está relacionada nos dicionários?
Um leitor escreveu, num cartaz, “SERÃO DESTINADOS 20% da renda …”. Um boi-corneta anônimo riscou e trocou para “SERÁ DESTINADA”. Quem estava com a razão?
O ponto-e-vírgula é um dos sinais de pontuação mais sofisticados do estilo moderno. No entanto, corre o mesmo risco de extinção que o panda-gigante, a ararinha-azul e o ex-cantor Sting.
Quem é do campo sabe muito bem: DESMITIFICAR e DESMISTIFICAR são tão diferentes quanto um porco e uma ovelha.
Não compre gato por lebre, prezado leitor. A edição do Houaiss que saiu agora há pouco, já adaptada à nova ortografia, é uma VERSÃO REDUZIDA do grande dicionário que aprendemos a admirar.
Enfeitiçado por um manualzinho de péssima qualidade, um ingênuo leitor estava tão convencido de que AO MEU VER era forma condenável que veio apontar seu dedo acusador para o Sua Língua. O Doutor espera tê-lo curado.