A quadratura do círculo
Muita gente pensa que buscar A QUADRATURA DO CÍRCULO é coisa de biruta. Muitos gênios da ciência, contudo, dedicaram seu tempo a esta tarefa.
Muita gente pensa que buscar A QUADRATURA DO CÍRCULO é coisa de biruta. Muitos gênios da ciência, contudo, dedicaram seu tempo a esta tarefa.
Como as roupas expostas ao sol por muito tempo, as palavras e expressões também podem desbotar, levando-nos a reforçar o seu significado com outros recursos que a língua oferece. Ao lado de redundâncias grosseiras como “subir para cima”, temos redundâncias perfeitamente justificáveis como “ambos os dois”, “bonita caligrafia” e “há dois anos atrás”.
BOLETIM n° 1 – ABRIL 2014 MENSAGEM AO LEITOR Prezado leitor, este é o primeiro boletim da nova série. Se você se interessa por questões de nosso idioma e quer receber, sem custo algum, nossas atualizações quinzenais, basta clicar AQUI e colocar a palavra QUERO na linha de assunto. Frisamos que o material veiculado nos …
O verbo JUDIAR, hoje empregado sem qualquer conotação preconceituosa, esconde um antigo e surpreendente significado, raramente registrado nos dicionários e, por isso mesmo, desconhecido da maioria dos falam ou escrevem sobre o uso deste vocábulo.
Como se formou e como se flexiona o nome do gado GIROLANDO,? O que significa, realmente, a expressão SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE? E FREELANCE, por que se chama assim? Veja a resposta a essas três perguntas, e muito mais!
Quem nunca tomou uma palavra por outra? Quem nunca usou a vida toda uma grafia que, num belo dia, percebeu estar equivocada? Esses quiproquós (“uma coisa pela outra”) são muito mais frequentes do que a gente imagina.
BIMENSAL não é o mesmo que BIMESTRAL, e ATRATIVO não é o mesmo que ATRAENTE. Lembre-se disso: a morte de uma diferença sempre deixa a língua mais pobre.
Se, como vimos, “crack” pode ser nacionalizado como CRAQUE, o que impedirá que “rock” se transforme em ROQUE? Nada — nem mesmo o fantasma de Elvis, nosso rei eterno e incontestável. Tudo vai depender da preferência dos fãs deste tipo de música.
Comparada ao Chinês ou ao Hebraico, nossa língua é uma jovem senhora de 900 anos, mas já tem seus hábitos e suas manias. Uma delas é impor o seu próprio sistema ortográfico aos vocábulos estrangeiros que aparecem por aqui — medida das mais saudáveis, como veremos.
O vocativo vem separado por vírgula para evitar que o leitor o confunda com uma parte integrante da estrutura sintática: “Não coma gordura animal” é muito diferente de “Não coma gordura, animal”. Seja em títulos, saudações, insultos, não importa: “Salve, Jorge!”; “Ave, César!”; “Oh, Susana!”; “Cai fora, malandro!” — a vírgula sempre estará lá.